mais resenhinhas...
novo do hot chip pra abalar as pistinhas e mestre malkumus de volta em grande estilo.
novo do hot chip pra abalar as pistinhas e mestre malkumus de volta em grande estilo.
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Katia Abreu
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20:11
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não sei explicar o amor, aquele tipo de amor lá, apesar de já o ter sentido. tem a ver com o divino, mesmo. e até por isso, é meio inexplicável. mas sigo tentando botar isso em palavras. um dia, quem sabe, eu consiga. por ora, fico com aquele outro tipo de amor, aquele nosso, de conversas intermináveis que ajudam a manter o furacão nas nossas almas. acho que, no fundo, o que importa é isso.
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Katia Abreu
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06:31
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em minhas reflexões silenciosas, encontrei rainer maria rilke, num livro sobre misticismo tibetano, falando sobre o poder do verbo:
"Do lugar donde lentamente há muito esquecido,
A passada experiência revela-se em nós,
Perfeitamente domada, suave e mesurável,
E realizada no intangível:
Aí começa o verbo, tal como o concebemos,
E seu significado serenamente passa alem de nós -
Pois a mente que nos mantém solitários, quer
Estar certa de nos poder unir novamente"
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Katia Abreu
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06:49
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tem muito menino bonitinho e até talentoso por aí, mas quero ver ser estiloso e divertido que nem o jamie.
ouço todo dia:
canto no metrô (e as pessoas me olham de um jeito estranho...):
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Katia Abreu
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03:21
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madonna decepcionando e os moleques me surpreendendo.
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Katia Abreu
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03:04
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a melhor coisa da virada cultural foi o abraço coletivo que ganhei de uns teens que perambulavam perdidos pela madrugada na avenida paulista. essa liberdade de poder andar pela cidade, com metrô e ônibus funcionando a noite toda, é o que acho mais bacana do evento.
[e desculpem, mas não engulo a desculpinha que a administração da companhia de trens metropolitanos dá pros trens não circularem 24 horas nos outros dias do ano. tá bom que precisa da madrugada inteira pra limpar e fazer manutenção nos trens. não podem manter as operações com uma quantidade reduzida de veículos?]
dá pra notar, na virada, que as pessoas gostam de circular e de festejar. dá pra notar que elas conseguem manter um mínimo de civilidade no meio daquele caos todo. dá pra notar que viveríamos numa cidade bem mais feliz se a virada cultural não fosse apenas uma espécie de carnaval, uma noite única em que as pessoas podem - porque é tudo grátis e porque elas têm como ir e vir - usufruir da tão comentada vida cultural paulistana.
o que eu não gosto na virada cultural é que, aquela noite em que gente de todos os cantos se encontra pra ver um monte de shows e de pessoas que talvez nunca tivessem oportunidade de ver, depois de certa hora, vira um grande congestionamento de pessoas bêbadas e, algumas, descontroladas nas ruas estreitas do centro. desta vez, nem fiquei até muito tarde por lá porque contar os corpos espalhados em vômito pelas calçadas depois das 3 e meia da manhã é muito deprimente.
mas o abraço coletivo foi bacana. me encheu de esperança nessa nova era, menos defensiva, mais feliz, que já tá rolando, não sei se vocês tão notando. presta atenção na molecada.
***
ah é, teve outra coisa muito legal: aquele trio elétrico dos homens azuis. topei com eles na avenida são joão, quando a coisa ainda estava minimal. depois, estava na frente do shopping light quando passaram novamente, tacando o horror, soltando fogos. os seguranças do shopping não pensaram duas vezes em baixar as portas. e as pessoas que estavam por perto também não hesitaram em sair correndo. parecia tiro? parecia mesmo. mas achei sensacional happening.
nessa hora, deu pra perceber a paranóia geral. neguinho ouve um barulho, já sai correndo desesperado. nem pensa. podia ter dado merda, mas não aconteceu nada. a polícia, ao menos, se comportou direitinho e não partiu frenética na direção de ninguém. uma mulher de meia idade comentou comigo que achava um absurdo as pessoas ficarem assustadas assim com uma manifestação artística. também achei. mas é a paranóia, nem todos estamos libertos ainda. por isso que nos outros dias do ano, o metrô não é 24 horas e, bom, nem a maioria dos bares têm permissão pra varar a madruga.
te prendem em casa (ou refém dos carros e dos clubinhos fechados), durante todo o ano, aí libera geral na virada (e no revellion). não entendo que tipo de sociedade querem construir assim.
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Katia Abreu
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03:16
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... enquanto eu decido comigo mesma o que achei desse novo da madonna. algo nele não me desce, mas não é que ele seja de todo ruim. odeio discos assim. curto mesmo aqueles que me surpreendem, tipo esse projeto novo do moleque do artic monkeys com o carinha do the rascals, o the last shadow puppets. texto completo a respeito, em breve. enquanto isso, umas considerações sobre o rejuvenescimento do r.e.m. e uma tentativa de compreender a mediocridade desse long blondes
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Katia Abreu
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02:14
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a propósito daquele show, os telepatas tocam wilco, o diego comentou com a pam que a parada toda parecia meio uma religião, coisa pra iniciados e tal. pois é, meu caro, e essa noite, a insônia acabou com as idéias que eu tinha pra escrever, e eu acabei aqui, rezando...
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Katia Abreu
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03:58
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Katia Abreu
às
20:30
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eu falei noutro dia que tinha desencanado desse lance de trabalhar escrevendo sobre música, né? pois é, mas a vida é muito irônica comigo e na mesma semana daquele post recebi um convite para resenhar discos pro ig pop. topei, e os dois primeiros textos foram publicados semana passada. deixo cá os links, enquanto ouço mais disquinhos e escrevo minhas próximas contribuições.
foram escrutinados os novos trabalhos do spiritualized e do lenny kravitz. sobre o senhor jason pierce eu já havia falado brevemente aqui no blog e, vocês sabem, eu adorei o disco e tudo mais... tentei passar a magia dele pra letrinhas pixeladas e, tarefa sempre sempre ingrata, sinto que ficou aquém da beleza dele. mas tudo bem, parei de deprimir com isso e hoje aceito as minhas limitações de escriba em relação à grandiosidade das texturas sonoras. e o lenny kravitz me surpreendeu. estava preparada pro pior, achando que já ia estrear na parada falando mal de alguém, mas, o disco até é interessante e tem uns rocks bons e umas canções agradáveis. e saber que a vibe hipponga chegou no pop mainstream do rapaz muito me deixou feliz.
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Katia Abreu
às
21:59
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desta vez até que o rio foi legal comigo. não rolou de ir à santa tereza. mas fui à praia matar a minha saudade do mar e à lagoa, que eu não conhecia. e até vi gente da tv na rua... haha
e o show foi ótimo. logo teremos vídeos no youtube. =)
há tempos eu não sentia tanta saudade de casa como nesse fim de semana. o rio de janeiro continua lindo, mas não é mesmo um lugar que eu vá conseguir chamar de meu um dia. mas vale a visita, sempre, pelos amigos queridos que tenho por lá.
e a lapa fede muito. meu deus!
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Katia Abreu
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18:50
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