deve existir alguma beleza nas coisas sem sentido; naquilo que, a princípio, pode até nos assustar, por não conseguirmos compreender; mas fascina, também, pelo absurdo.
como a menininha que anda por aí, acompanhada por um balão vermelho, vendo homens flutuantes, num lindo vídeo, regravação uma música bonita, que uma editora estúpida não me deixa compartilhar direito por aqui (indico-lhes o link, entretanto).
ou na mesma bela e antiga canção, interpretada agora por uma cantora esquisita de quem gosto bastante, serena - sorrindo, até - apesar de envolta por um descabido balé de violência gratuita.
são coisas escritas numa época em que jovens ainda alimentavam utopias; em que as pessoas tinham esperança, apesar de toda a desgraça que viam pelo mundo. que o amor não era "só uma bobagem" - desqualificado pelo cinismo vigente.
uma época que somente conheço pelas músicas e pelas histórias que os livros e os mais velhos contam. mas a qual me volto (atualmente, com uma frequência maior do que a por mim desejada), para tentar não me perder das coisas em que acredito.
em dias como os de hoje, em que a discórdia é regra e a vontade de comprender e ajudar os outros é atirada no lixo em brigas de ego; em que a intolerância reina (e não só no irã), em que a tal da democracia sofre golpes (e não só em honduras)... todas as minhas infinitas dúvidas se transformam apenas numa tristeza imensa.
retorno, pois, a esta música antiga, pra colocar algum encanto nesse filme nonsense que vivemos.
"retorno, pois, a esta música antiga, pra colocar algum encanto nesse filme nonsense que vivemos"
po... assim eu fico emo :~)
coisa linda, Katchu...
ô saudade